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Restrição de aminoácidos na dieta e a suplementação com óleo de linhaça em porcos na fase de engorda e de crescimento

Foi investigado o efeito das restrições precoces de AA na dieta e a Foi investigado o efeito das restrições precoces de AA na dieta e a suplementação com óleo de linhaça em porcos na fase de engorda. em porcos na fase de engorda.

5ª feira 5 Abril 2018 (há 5 meses 14 dias)
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Foi sugerido que a restrição precoce de aminoácidos (AA) pode levar a um crescimento compensatório e mais tecido magro com uma utilização mais eficiente dos nutrientes. Do mesmo modo, 5% de lípidos na dieta poderá reduzir a lipogénese e aumentar o tecido magro.

Um total de 64 porcos Yorkshire foram usados para investigar o efeito das restrições precoces de AA na dieta e a suplementação com óleo de linhaça em porcos na fase de engorda. Foi utilizado um arranjo factorial (2 x 2) para a restrição de AA (100 ou 80% das necessidades NRC 2012 de Lys digestível ileal standartizada (DIS) durante as fases de crescimento e engorda 1) e óleo de linhaça (0 ou 3%, + 2% de gordura de aves de capoeira). Aos 24,7 ± 0,5 kg de peso corporal, os porcos, alojados em 4 parques de nulíparas e 4 parques de machos castrados com 2 primíparas ou 2 varrascos por parque, foram distribuídos aleatoriamente por 4 dietas de crescimento. A mudança na dieta de engorda 1 aconteceu aos 51,2 ± 0,3 kg de peso corporal e na dieta de engorda 2 aos 80,0 ± 0,4 kg. Os animais que receberam 0 ou 5% de lípidos durante as fases de crescimento e engorda 1 continuaram a esses níveis durante a engorda 2. Foram registadas as medidas da gordura dorsal através de ultra-som e amostras de sangue no final das fases de crescimento, engorda 1 e engorda 2. Finalmente, os porcos foram abatidos aos 110,5 ± 0,5 kg e foram analisadas as características da carcaça e os parâmetros físicos e sensoriais da carne.

Durante a fase de crescimento, ainda que os porcos com restrição de AA tenham consumido menos alimento, Lys DIS e energia digestível, o ganho médio diário não diminuiu. No entanto, durante a fase de engorda 1, os porcos alimentados com as dietas restringidas em AA tiveram um maior ganho e utilizaram a Lys DIS de forma mais eficiente que aqueles alimentados com dietas sem restrição. Os porcos suplementados com lípidos tiveram um menor consumo de alimento mas um maior ganho de peso corporal durante a fase de crescimento e o índice de conversão melhorou durante todas as fases de produção. Em geral, o ganho de peso não foi afectado pelas restrições precoces de AA, mas a eficiência alimentar, Lys DIS ou utilização de energia digestível (ED) por ganho de peso melhorou com as dietas com restrições de AA. As restrições precoces de AA não tiveram nenhum efeito sobre o tecido magro livre de gordura (Fat-Free Lean) mas aumentaram a relação de ganho de FFL: Lys DIS e tenderam a aumentar a relação ganho de FFL: ED. Os níveis de ureia-N no soro no final das fases de crescimento e engorda 1 reduziram, enquanto que o nível de glucose no soro aumentou no final da fase de crescimento nos animais alimentados com dietas restringidas em AA. Os lípidos da dieta tenderam a aumentar e aumentaram os triglicéridos no soro no final das fases de crescimento e de engorda (1 e 2), respectivamente. Além disso, os lípidos reduziram os níveis de ureia-N na fase de engorda 2. Os lípidos na dieta aumentaram o colesterol sérico nos porcos alimentados com a dieta sem restrição, não tendo efeito algum sobre os alimentados com restrição de AA, no final da fase de engorda 1. Em geral, as restrições de AA reduziram a intensidade do sabor e tenderam a reduzir a tenrura da carne. Os lípidos da dieta reduziram a firmeza da barriga do porco e tenderam a aumentar o mau sabor. Os tratamentos dietéticos não afectaram a espessura da gordura dorsal.

Em conclusão, a estratégia de lípidos na dieta utilizada neste estudo melhorou o índice de conversão mas reduziu a firmeza da barriga do porco e aumentou levemente o sabor desagradável da carne. As restrições dietéticas de AA não tiveram nenhum efeito sobre o ganho geral de peso ou sobre o ganho de FFL, ainda que melhoraram a eficiência geral da utilização de AA e ED tanto para o ganho de peso corporal como de FFL.

Adhikari, C. K., Chiba, L. I., Brotzge, S. D., Vieira, M. S., Huang, C., W.G. Bergen, C.L. Bratcher, S.P. Rodning, and E.G. Welles (2017). Early dietary amino acid restrictions and flaxseed oil supplementation on the leanness of pigs and quality of pork: Growth performance, serum metabolites, carcass characteristics, and physical and sensory characteristics of pork. Livestock Science, 198, 182-190. https://doi.org/10.1016/j.livsci.2017.02.003

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