27 de Março de 2026
A cotação dos porcos em Portugal subiu 0,14€/kg carcaça para 1,862€/kg carcaça, na segunda quinzena de Março, na Bolsa do Porco. São 6 semanas de subidas consecutivas, perfazendo um total de 33 cêntimos (+21,5%), o que implica menos prejuízos para os produtores. Com o aproximar da Semana Santa, a cotação irá estabilizar, o mercado terá que absorver os atrasos decorrentes dos dias sem abate devido aos feriados e, a partir daí, prevê-se que o mercado volte a ter condições de subida após a Páscoa.

Até aqui, e com as fortes descidas na cotação dos porcos, os matadouros não tinham descido a carne na mesma proporção, tendo conseguido ganhar alguma margem, agora invertem-se as coisas e os matadouros têm alguma dificuldade em conseguir aplicar, nos preços da carne, toda a subida que já ocorreu nos porcos. Uma vez eu, outra vez tu! O problema corre todos os sectores da fileira, à vez.
Tal como tem acontecido nas últimas semanas, o peso dos porcos continua a baixar, mas menos do que já baixou em função de alguma retenção que poderá estar a ocorrer por parte dos produtores, tendo em consideração que na semana seguinte vão vender os porcos mais caros do que o fazem na semana anterior.
As vendas de carne de porco dentro da U.E. não estão famosas e, com as alterações dos preços dos combustíveis, os consumidores irão ter menos disponibilidade para comprar carne.
Por outro lado, estes aumentos do petróleo e dos combustíveis, estão a fazer aumentar, e muito, o preço dos transportes, seja para envio de contentores com carne de porco para os mais diversos Países Terceiros, seja com esse aumento a fazer-se sentir na cotação das matérias-primas e, consequentemente, no preço da alimentação animal com aumento dos custos de produção.
Adicionalmente ao aumento do custo do envio de contentores marítimos para os Países do Sudeste Asiático, há dificuldade em que haja transporte para aquelas paragens e ainda, que estes, existindo, consigam chegar ao destino pois continua a haver enormes perigos na passagem pelo Estreito de Ormuz.
Veremos quanto tempo demora o conflito e que mazelas vão aparecendo no comércio internacional de bem e produtos agro-alimentares.
No que diz respeito à evolução das cotações europeias do porco, em Espanha a cotação subiu 0,10€/kg PV (+0,133€kg carcaça) para 1,245€/kg PV na segunda quinzena de Março (1,66€/kg carcaça). De acordo com as informações da Mercolérida, o peso baixou 500g em carcaça nesta quinzena e está 300g acima no peso da mesma quinzena do ano passado.
Na Alemanha a cotação subiu 0,10€/kg carcaça para 1,70€/kg carcaça na segunda quinzena de Março. Os pesos em carcaça mantiveram-se nos 98,5kg. Apesar dos aumentos significativos de preços nas últimas semanas, a venda de porco para abate continua dinâmica. A oferta é considerada, em geral, controlável, embora os produtores possam aumentar as entregas com a aproximação da Páscoa. No sector da distribuição, a situação do mercado da carne continua mais tensa, uma vez que os aumentos de preços não estão a ser totalmente repercutidos nos consumidores.
Nos Países Baixos a cotação subiu 0,05€/kg carcaça para 1,41€/kg carcaça na segunda quinzena de Março.
Na Bélgica a cotação subiu 0,072€/kg PV para 1,32€/kg PV na segunda quinzena de Março. O preço estabilizou depois de ter subido cerca de 27 cêntimos desde o início da tendência de subida. A intensa concorrência entre os matadouros belgas mantém a pressão sobre a oferta. A retenção de animais por parte dos produtores também contribui para esta pressão.
Na Dinamarca a cotação subiu 0,05€/kg carcaça para 1,26€/kg carcaça na segunda quinzena de Março.
Em França, a cotação manteve-se em 1,42€/kg carcaça na segunda metade de Março. Os pesos baixaram 300g e fixaram-se nos 97,9kg, encontrando-se 1,1kg acima do peso de 2025. A oferta actual de porcos limita a capacidade dos vendedores de exercerem pressão directa sobre a subida da cotação. A França não baixou a cotação quando toda a europa baixou significativamente as cotações, e agora não sobe quando toda a Europa sobre com força. Embora o volume de abate seja ligeiramente inferior aos das semanas anteriores, continua consistente com as últimas semanas. O peso médio está a diminuir um pouco mais rapidamente do que nas duas semanas anteriores


