Produção de carne de porco com tendência de redução
Embora a produção de carne de porco na UE tenha aumentado em 2024 e 2025 (devido à recuperação do efectivo de reprodutoras em 2024), os sistemas intensivos de produção de suínos deverão enfrentar mais críticas por parte da sociedade nos próximos anos. A produção de carne de porco na UE deverá ser ainda mais reduzida pela implementação de leis mais rigorosas de bem-estar animal e ambientais em certos países da UE e pela diminuição das oportunidades de exportação (especialmente devido à menor procura por parte da China). Presume-se a presença da Peste Suína Africana (PSA) na UE, mas não se prevê a ocorrência de surtos importantes ou descontrolados.
Por conseguinte, prevê-se que a produção de carne de porco na UE deva cair 0.75% por ano de agora até 2035 (ou cerca de 1,54 milhões de toneladas em 2035 em comparação com o período de 2023-2025). No entanto, esta queda não é uniforme. Por exemplo, a produção poderá diminuir mais acentuadamente na Europa Ocidental (Países Baixos, Bélgica, Alemanha e França), enquanto em Espanha poderá continuar a aumentar.

Perspectivas negativas para o consumo de carne de porco
Na UE, as preocupações ambientais e sociais relativas à produção de carne de porco poderão continuar a reduzir o apetite dos consumidores por este produto. Além disso, o teor de gordura relativamente mais elevado da carne de porco, em comparação com outros tipos de carne, poderá ser vista menos favoravelmente por alguns consumidores. Apesar de a carne de porco continuar a ser a mais barata do mercado, o seu consumo per capita prevê-se que diminua de 23,3 kg por ano para 21,8 kg por ano até 2035, em linha com as previsões de redução da oferta na UE.
Na última década, a UE importou apenas uma pequena quantidade de carne de porco (entre 100.000 e 150.000 toneladas por ano), das quais cerca de 70% provinham do Reino Unido. A tendência histórica de queda das importações de carne de suíno deverá manter-se, atingindo uma redução de 1,2% ao ano, para 90.000 toneladas, entre agora e 2035.
Exportações em queda devido à menor procura chinesa
A procura mundial de importações de carne de porco deverá manter-se estável em 10,5 milhões de toneladas entre agora e 2035. Prevê-se que as capacidades de produção na China e no Vietname recuperem durante este período, levando a uma menor procura de importações de alguns dos principais mercados de exportação da UE, apesar da esperada continuidade dos surtos de PSA (Peste Suína Africana). Em contrapartida, poderá verificar-se um aumento da procura de importações em algumas regiões de África e da Ásia (por exemplo, Malásia). Entre 2025 e 2035, o Reino Unido poderá tornar-se o maior destino individual das exportações de carne de porco da UE (substituindo a China), embora se preveja que a procura britânica se mantenha estável até 2035.
A menor procura chinesa de carne de porco na próxima década poderá aumentar a concorrência dos EUA, Canadá e Brasil noutros mercados asiáticos. Prevê-se que os preços da carne de porco na UE se mantenham em torno dos 2.000 €/t entre agora e 2035, em níveis observados no passado, embora ainda acima dos preços praticados pelos produtores brasileiros e canadianos. Após uma quebra nas exportações em 2025, as exportações de carne de porco poderão diminuir cerca de 1.0% por ano até 2035 (uma queda de 280.000 t). Como resultado, a quota da UE nas exportações globais de carne de porco poderá cair de 28,5% para 26%.
16 de Dezembro de 2025/ Comissão Europeia/ União Europeia.
https://agriculture.ec.europa.eu






