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Mesmo com o S. Martinho houve nova descida na cotação dos porcos. Até onde irá?

Nova descida de 0,0525€/kg carcaça na segunda quinzena de Novembro. São já 10 as semanas consecutivas de descida que o mercado Português apresenta, com um total acumulado de 0,2675€/kg carcaça.

13 de Novembro de 2015

Nova descida de 0,0525€/kg carcaça na segunda quinzena de Novembro. São já 10 as semanas consecutivas de descida que o mercado Português apresenta, com um total acumulado de 0,2675€/kg carcaça.

Mesmo com os porcos baratos e abaixo do custo de produção e com as contínuas promoções da carne de porco nos grandes hipermercados, esta continua a vender-se mal.

Os pesos estão elevados já que tem havido adiamento do abate de porcos e com as boas condições climáticas os animais crescem bem na engorda, aumentando os seus pesos para limiares de penalização de preço por parte dos matadouros.

A situação é deveras preocupante e, tendo eu ideia de que os porcos não poderão baixar muito mais o seu preço, existe sempre a dúvida até onde irá a descida.

Em Espanha correm rumores de que o preço poderá chegar aos 0,92€/kg PV. Ora este preço, transformado em preço carcaça, daria 1,23€/kg carcaça. No nosso país a cotação média dos porcos, esta semana que hoje finda, deverá ser de 1,18€-1,20€/kg carcaça. Portanto, a cotação portuguesa já está abaixo da cotação mínima prevista pelos espanhóis e os porcos em Espanha estão em 1,007€/kg PV. Ou seja, os porcos poderão ainda descer 0,08€ (ou até mais) o que implicará novas descidas em Portugal.

Espero que estas previsões mais pessimistas não venham a ser reais.

De todas as maneiras, as ajudas de Bruxelas ao sector da carne de porco tardam e veremos se quando forem implementadas não chegarão tarde e a más horas!

Em Espanha, tal como referi acima, o mercado também desceu. Nesta quinzena a descida foi de 0,045€/kg PV, cerca -0,06€/kg carcaça, tendo-se fixando-se a cotação em 1,007€/kg PV (cerca de 1,343€/kg carcaça). Volto a frisar este ponto: o preço espanhol, país que é excedentário na produção de carne de porco, é muito superior ao preço português.

Lá como cá, o peso dos porcos também continua a subir em função do bom crescimento dos porcos nas explorações e das grandes dificuldades na venda interna da carne.

O que se passa em Portugal e Espanha, com os consumos reduzidos de carne de porco, passa-se no resto da Europa, já que todos os países se queixam que as vendas de carne andam fracas. A juntar aos fracos consumos internos, temos uma exportação para Países Terceiros (principalmente Países Asiáticos) que tem vindo a menos, já que sofre a forte concorrência da carne norte-americana a preços muito baixos. Os norte-americanos querem tentar recuperar os mercados que já perderam, principalmente o mercado chinês. E há que aproveitar a “onda compradora” chinesa porque os chineses estão a comprar carne como nunca.

Nas primeiras duas semanas de Novembro, a cotação da Alemanha também desceu 0,09€/kg carcaça fixando-se em 1,33€/kg carcaça. Forte descida em função de haver mais oferta do que procura de porcos para abate e também porque o relatório da OMS está a ter um impacto assinalável nos germânicos. Na realidade, o consumo de produtos de charcutaria, principalmente as salsichas, reduziu-se drasticamente com forte influência na cotação dos porcos.

Nesta quinzena, a Holanda baixou 0,10€/kg carcaça para 1,25€/kg carcaça, a Bélgica também desceu a sua cotação, neste caso, 0,06€PV para os 0,91€/kg PV e a Dinamarca teve o mesmo comportamento de toda a Europa, tendo descido a sua cotação 0,03€/kg carcaça para 1,23€/kg carcaça.

A França continua a não ter negociações no MPB e, consequentemente, continua sem cotação de referência para os porcos. Em todo o caso, as cotações oficiosas têm acompanhado, tal como seria de esperar, os movimentos de descida que vão acontecendo um pouco por toda a U.E.

O mês de Novembro que costumava ser um mês de estabilização das cotações, servindo de transição para o mês de Dezembro e de preparação para o arranque do novo Ano que se aproxima, tem fugido à sua tradição e tem sido um mês eminentemente baixista. O que ser irá passar até ao final do mês? Esta é a grande incógnita.

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