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Falhas reprodutivas causadas por PCV2

O PCV2 pode alcançar os embriões/fetos atravessando a placenta durante a virémia ou através da inseminação com sémen contaminado.

4ª feira 17 Julho 2013 (há 6 anos 4 meses 25 dias)
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O Circovírus Suíno tipo-2 (PCV2) é causador do síndroma de redução de crescimento multi-sistémico pós-desmame (PMWS) e de outras patologias associadas a PCV2 (PCVD). O potencial do PCV2 como agente patogénico fetal foi demonstrado em vários relatos de campo e estudos experimentais. O PCV2 pode alcançar os embriões/fetos atravessando a placenta durante a virémia ou através da inseminação com sémen contaminado. As consequências dependem da fase de gestação: nos embriões causa morte embrionária e repetições (cíclicas/acíclicas), enquanto nos fetos de menos de 70 dias resulta na morte e mumificação. O coração é o órgão-alvo principal e a replicação massiva nas células do miocárdio causa lesões e funcionamento deficiente (falha cardíaca).

Miocarditis y ascitis

Os fetos com mais de 70 dias têm a capacidade de gerar uma resposta imunitária e o prognóstico de uma infecção por PCV2 dependerá do nível de replicação viral e da capacidade imunitária: podem morrer, nascer débeis ou nascer sem efeitos negativos. Regra geral, o PCV2 não provoca abortos mas leva a partos com leitões afectados: múmias, nados mortos ou nascidos débeis. Com base em todas estas características, o PCV2 foi classificado como vírus SMEDI (das siglas em inglês de nados mortos, Stillbirth, mumificação, mummification, morte embrionária, Embryonic Death e infertilidade, Infertility). As estirpes PCV2a e PCV2b têm um comportamento semelhante relativo à infecção intrafetal. Devido ao ciclo de replicação excepcionalmente longo (36h), a partir do momento da infecção demora um certo tempo a matar o feto e a disseminar-se no útero.

Consecuencias de PCV2 al nacimiento

Os estudos de seroprevalência demonstraram que o PCV2 tem uma ampla difusão em populações suínas de todo o mundo e que todos os porcos são sistematicamente infectados após perder a imunidade maternal. Como a maioria das marrãs são infectadas em jovens, tendem a ser imunes no momento do seu primeiro serviço/inseminação. Deste modo, é difícil encontrar marrãs não expostas. Como consequência, a incidência de problemas reprodutivos associados a PCV2 é baixa, como demonstraram vários grupos de investigação. No entanto, devido à melhoria do estatuto sanitário, a percentagem de jovens porcas não expostas está a aumentar. Estas nulíparas susceptíveis e os seus embriões/fetos são considerados em risco face a uma infecção por PCV2 e aos problemas reprodutivos associados. Neste contexto, aconselha-se testar as marrãs durante a quarentena antes de as misturar com o resto de porcas.

O diagnóstico de fralhas reprodutivas devido a infecção intra-uterina por PCV2 pode ser facilmente realizado através da detecção de PCV2 (isolamento vírico/qPCR) ou de células infectadas por PCV2 (imunocoloração) no tecido cardíaco, que é o principal tecido alvo em fetos. Devido à presença ubíqua de grandes quantidades de material genético de PCV2 no ambiente, devese ter cuidado durante a recolha de amostras para realizar um diagnóstico de PCV2 mediante qPCR. Fazer um diagnóstico usando a detecção de anticorpos PCV2 em fluídos fetais é delicado porque, especialmente durante os problemas reprodutivos, podem passar pequenas quantidades de anticorpos através da placenta para os fetos.

Até ao presente momento não foram obtidas provas definitivas da prevenção da infecção transplacentar por PCV2 através da vacinação das porcas. No entanto, devido ao bom controlo da virémia em porcos vacinados, a vacinação das porcas é aceite como válida para prevenir a transmissão vertical de PCV2. Neste contexto, recomenda-se a vacinação das marrãs seronegativas. Pode ser implementada a vacinação/revacinação das porcas para homogeneizar o seu estatuto imunológico e melhorar a imunidade colostral. Uma melhor imunidade maternal nos leitões atrasará o momento da infecção, distanciando-se do período de infecção por outros agentes patogénicos. A ausência de co-infecções com PCV2 melhorará a situação clínica na recria. A redução dos agentes concomitantes durante a recria, mediante a combinação de um maneio tudo dentro/tudo fora, limpeza/desinfecção eficientes e o uso de antibióticos, pode reduzir ainda mais os problemas associados ao PCV2.

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Diarreia epidémica suína (DES)24-Jul-2013 há 6 anos 4 meses 18 dias

Comentários ao artigo

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02-Ago-2013aadidoniaadidoniExcelente reportagem.
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