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A maternidade ideal: Número de lugares, tamanho de salas... (1/2)

Joan Wennberg discute com Heraclio Corchón e Javier Lorente sobre como deverá ser a maternidade ideal. Nem sempre estão de acordo, o que ainda torna mais interessante a leitura deste artigo.

Em qualquer exploração de reprodutoras, o desenho das maternidades é um tema essencial para o êxito económico e produtivo.

O desenho inclui uma panóplia de factores que vão desde o número de lugares, ao tamanho das salas, ao tamanho dos lugares, às jaulas, ao solo, ao aquecimento, à ventilação, etc.

Com este artigo e os seguintes, que publicaremos nos próximos meses, quisemos responder à maioria destas perguntas. Para isso contámos com a colaboração dos reputados técnicos, Heraclio Corchón e Javier Lorente, que têm uma larga experiência tanto no maneio como no desenho e construcção de explorações.

Número de lugares

Hoje em dia esta, é uma das primeiras perguntas que surgem ante um novo projecto. A hiperprolificidade obriga a um maior número de lugares, o que aumenta consideravelmente o investimento.

Lorente tem-no claro: "mais 10% por semana que o teu objectivo de partos semanal. Se o teu objectivo são 50 partos semanais: 55-56 jaulas de parto por semana. Com as genéticas hiperprolíficas devemos dispor de espaço extra para porcas aleitantes".

Qual o tamanho de salas que proporias?

Como vamos distribuir as salas de maternidade: salas por lote semanal, salas maiores, mais pequenas?

Lorente não é partidário de salas muito pequenas, na sua opinião uma boa opção será ter salas que permitissem dividir o lote semanal em dois: "se tenho um objectivo de 90 partos semanais, faria duas salas de 48 lugares por semana. Para mim é importante poder pensar em desmamar 2 vezes por semana se for necessário. Se tenho uma única sala semanal já não será possível fazê-lo sem romper o "tudo dentro-tudo fora". Também não gosto de repartir o lote semanal em muitas salas, não é muito operativo desde o ponto de vista da optimização do trabalho".

Corchón também é partidário de partir o lote semanal: "não gosto das salas com mais de 40 lugares. Para mim, a sala ideal será de 40 lugares com um corredor central com 20 jaulas de cada lado".

Desenho da maternidade

Um dos temas chave é a disposição das jaulas de partos: as porcas devem alojar-se de forma a ficarem viradas para a parede ou para o corredor? Evidentemente, com a porca virada para a parede e corredor traseiro (imagem 1), temos maior facilidade para controlar o parto e, em caso de necessidade de assistência ao parto, consegue-se trabalhar de forma mais cómoda e segura, alé de que é mais fácil de limpar. Pelo contrário,cada vez que queremos aceder ao comedouro temos que entrar no parque de maternidade, com o consequente aumento de tempo e de risco de transmissão de doenças.

Imagen 1. Las maternidades con pasillo por detrás de la jaula facilitan mucho el control del parto, la limpieza de culeras y una buena observación de la cerda y el nido.
Imagen 1. Las maternidades con pasillo por detrás de la jaula facilitan mucho el control del parto, la limpieza de culeras y una buena observación de la cerda y el nido.

Lorente aposta, sem duvidar, pelo corredor traseiro ou pelo duplo corredor. O que irá determinar esta decisão é o sistema de alimentação que usemos. Se a maternidade dispõe de um sistema de alimentação automático (por exemplo alimentação líquida ou dosificador electrónico com controlo de consumo) que permita controlar a alimentação desde o corredor traseiro, ele colocaria as porcas viradas para a parede, sem necessidade de corredor dianteiro. Pelo contrário, em sistemas mais manuais ou com necessidade de regulação constante (dosificadores) é necessário um corredor duplo (imagem 2) para poder aceder ao comedouro de forma fácil.

Imagen 2. Una paridera con doble pasillo va a tener un coste 10% mayor en obra civil pero facilita mucho el trabajo al permitir un buen acceso tanto al comedero como a la culera de la plaza de maternidad.
Imagen 2. Una paridera con doble pasillo va a tener un coste 10% mayor en obra civil pero facilita mucho el trabajo al permitir un buen acceso tanto al comedero como a la culera de la plaza de maternidad.

Para Corchón, colocar a porca virada para a parede tem vantagens: observas melhor o comedouro, vê-se melhor a porca desde trás, e inclusive construtivamente a jaula fica melhor fixada. Ainda que em Espanha não se costume fazer, ele também apostaria pelo duplo corredor, o principal atrás da porca (0,9-1m de largura) e um mais estreito (0,6 m) que permita passar para fazer a limpeza do comedouro, etc. Esta opção de duplo corredor encarece a construcção civil cerca de 10%, aproximadamente.

Os dois apostan claramente pelos ninhos (imagem 3) e isso exige ter corredor traseiro para poder observar os leitões no ninho. Os ninhos permitem ter um bom ambiente para os leitões e, ao mesmo tempo, manter as salas a uma temperatura adequada para as mães (19-21ºC).

Imagen 3. Las necesidades de temperatura del lechón y de la cerda son completamente distintas. El nido permite dar un confort adecuado a los lechones sin comprometer el de las cerdas.
Imagen 3. Las necesidades de temperatura del lechón y de la cerda son completamente distintas. El nido permite dar un confort adecuado a los lechones sin comprometer el de las cerdas.

Tipo de jaula

Aqui temos opiniões distintas. Corchón aposta por jaulas com dedos (imagem 4) que evitem que a barra protectora tape o úbere. Afirma "é certo que com uma barra protectora móvel podes evitar que tape completamente a fila superior de tetos, mas na prática nas exploraçóes há que fazer as coisas fáceis, porque os trabalhadores nem sempre adaptam a altura da barra à porca". Pelo contrário, Lorente prefere a barra (imagem 5) aos dedos já que, na sua opinião, os dedos podem chegar a tirar o espaço de um leitão e isto, em ninhadas tão numerosas como as actuais deve-se tentar evitar.

Imagen 4. Jaula con dedos y balancín. El balancín es un eficaz mecanismo anti aplastamiento. Los dedos buscan facilitar el acceso a la ubre de la cerda.
Imagen 4. Jaula con dedos y balancín. El balancín es un eficaz mecanismo anti aplastamiento. Los dedos buscan facilitar el acceso a la ubre de la cerda.

Lorente insiste na importência da barra interna oscilante anti-esmagamento: "é fundamental para evitar que a porca possa deitar-se de forma súbita esmagando os seus leitões. Em sistemas modernos de alimentação onde se procura conseguir uma elevada ingesta de ração na lactação com múltiplas tomas de alimento, é imprescindível esta barra. Senão, multiplicaríamos o risco de baixas por esmagamento".

Imagen 5. Las barras regulables son más cómodas para la cerda ya que le ofrecen una mayor amplitud en la posición de amamantamiento. No obstante es imprescindible ajustarlas si se quiere evitar que tapen una fila entera de pezones.
Imagen 5. Las barras regulables son más cómodas para la cerda ya que le ofrecen una mayor amplitud en la posición de amamantamiento. No obstante es imprescindible ajustarlas si se quiere evitar que tapen una fila entera de pezones.

Tamanho da jaula e da placa

Corchón tem algumas dúvidas: "as medidas standard para a produção actual são de 1,80 m de largura por 2,60 m de comprimento, possivelmente dentro de pouco tempo tenhamos que as fazer de 1,90 x 2,60 mas eu ainda não me arriscaria a fazê-las tão largas. Ainda temos algumas interrogações na produção para dar esse passo."

Lorente está de acordo com esta visão, mas aponta que "não devemos esquecer de aumentar o tamanho da placa térmica (em caso de que a utilizemos) ou do espaço para o ninho para os leitões. Se trabalhamos com porcas hiperprolíficas deve ser de, pelo menos, 1,2 x 0,5 m, as medidas antigas de 1,2 x 0,4 tornam-se pequenas" (imagem 6).

Imagen 6. Con hembras hiperprolíficas no debemos utilizar ni plazas de maternidad ni placas térmicas estrechas, así evitaremos un elevado número de bajas por aplastamiento.
Imagen 6. Con hembras hiperprolíficas no debemos utilizar ni plazas de maternidad ni placas térmicas estrechas, así evitaremos un elevado número de bajas por aplastamiento.

No próximo artigo, falaremos com Heraclio Corchón e Javier Lorente sobre o tipo de solo, a ventilação, o aquecimento e um aspecto básico como é o tipo de alimentação.

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