Após mais de 25 anos de negociação, o acordo de livre comércio entre a União Europeia (UE) e o Mercosul está próximo de ser oficializado e representa um avanço para a suinicultura brasileira, embora o impacto direto sobre os embarques nacionais deva ser limitado, aponta o Cepea.
Isso porque, segundo o Centro de Investigações, a cota prevista para o bloco europeu é pequena frente ao volume exportado pelo Brasil. Caso aprovado, o acordo estabelece cota inédita de 25 mil toneladas/ano de carne de porco (in natura ou transformada) com tarifa reduzida de € 83/t. Acima deste volume, seguem válidas as tarifas padrão do regime europeu, que podem alcançar patamares elevados e inviabilizar embarques de produtos como presuntos e cortes fumados ou secos.

De modo geral, investigadores do Cepea avaliam que a UE não deve se tornar um grande destino imediato da carne de porco brasileira, mas pode reforçar a estratégia nacional de “capilaridade” das exportações.
15 de janeiro de 2026/ Cepea/ Brasil.
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