Estudo feito pela Alltech sobre colheitas de 2013 revela forte contaminação por micotoxinas

A análise revelou um risco continuado de micotoxinas no milho e trigo, originando uma menor qualidade alimentar e uma redução do desempenho generalizadas

3ª feira 28 Janeiro 2014 (há 4 anos 9 meses 17 dias)
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A Alltech levou a cabo um levantamento exaustivo das colheitas de verão quanto aos desafios de micotoxinas com que se deparam este ano os produtores e os fabricantes de rações por toda a Europa e América do Norte.

O estudo avaliou as colheitas de trigo e milho em 14 países europeus e alguns estados dos EUA e Canadá. A empresa analisou 83 amostras de trigo e 24 amostras de milho das colheitas deste ano em termos de 38 micotoxinas usando a tecnologia UPLC-MS/MS (Programa 37+ da Alltech), que lhe permite avaliar com maior rigor a contaminação por micotoxinas dos ingredientes ou produtos acabados das rações.

A análise revelou um risco continuado de micotoxinas no milho e trigo, originando uma menor qualidade alimentar e uma redução do desempenho generalizadas, pelo que é necessário tomar medidas. Embora, em algumas áreas, os resultados tenham sido semelhantes aos detetados no ano anterior, a situação tinha-se agravado em outras regiões e o levantamento ilustra a necessidade contínua dos produtores e fabricantes de rações continuarem em alerta total. "Uma mensagem essencial a reter deste levantamento é que 99% das amostras de grãos de cereais continham micotoxinas e que 83% destas amostras continham diversas micotoxinas," afirmou Nick Adams, Diretor de Vendas Globais da Equipa de Gestão de micotoxinas da Alltech.

A presença de micotoxinas é um risco inerente que os produtores e fabricantes de rações têm de continuar a gerir para assegurar que conseguem obter os melhores resultados possíveis das suas rações e do seu gado.

“No trigo europeu e canadiano, os Tricotecenos do Tipo B (grupo DON) dominavam o mix das micotoxinas, ao passo que, no milho, as aflatoxinas e as fumonisinas foram detetadas em níveis mais elevados, em conjunto com outros grupos como os Tricotecenos do Tipo B”, afirmou Dr. Adams.

Na Europa do Norte, todas as amostras, à exceção de uma, continham diversas micotoxinas e os Tricotecenos do Tipo B atingiam níveis de risco elevado em um terço das amostras. As associações com outras micotoxinas em níveis mais baixos aumentavam os desafios e o levantamento permitiu verificar que a quantidade de risco equivalente (REQ) era criada em “risco elevado” no caso dos suínos e “precaução” no caso dos ruminantes. Era também aconselhada “precaução” para todas as aves.

Este levantamento detetou também um nível elevado de diversas micotoxinas na Europa de Leste, representando as aflatoxina um risco para a maioria das espécies.

Nesta zona, a REQ era criada em “elevado risco” para os suínos e “precaução” para os ruminantes e aves.

Concentração 18 vezes superior

Entretanto, no sudoeste da Europa, foram detetados níveis particularmente elevados de Tricotecenos do Tipo B e de fumonisinas, contendo uma amostra fumonisinas numa concentração 18 vezes superior à média da UE. Aqui, a REQ era criada em “elevado risco” para os suínos, ruminantes e todas as aves. Este “elevado número” de diferentes famílias de micotoxinas por toda a Europa em particular poderá contribuir para reduzir a qualidade alimentar em toda a região, alertou o Sr. Adams.

Impacto na saúde animal

Encarando o possível impacto do potencial desafio das micotoxinas na saúde e desempenho dos animais este ano e no futuro, poder-se-ão identificar alguns sintomas mais comuns como a redução do consumo de alimentos, levando a um aumento de peso corporal mais lento e, portanto, poderá aumentar o número de dias até à comercialização, problemas gastrointestinais, incluindo digestão de fibras ou diarreia (ficando desta forma mais suscetíveis a doenças), apresentando também uma menor resposta a tratamentos de saúde porque os seus sistemas imunitários ficam mais enfraquecidos.

O cenário delineado pelos resultados do levantamento às últimas colheitas aponta para estes sintomas mais subtis, como redução da ingestão de alimentos e eficiência, bem como redução da imunidade, e não para as respostas agudas que se notam frequentemente quando os animais consomem níveis elevados de micotoxinas. "Estes sintomas de exposição crónica poderão não ser facilmente observados em contraste com as respostas agudas que se verificam quando os animais consomem níveis elevados de micotox­inas, pelo que é importante que os produtores vigiem de perto o seu gado para que possam detetar problemas e estarem preparados para agir para remediar a situação, se necessário”, finalizou Dr. Adams.

Alltech Portugal, 28 de Janeiro de 2014

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