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Inseminação transcervical

Uma forma de aumentar a eficiência da inseminação artificial é a utilização de um número menor de espermatozóides por dose já que esta acção aumentará o número de doses disponíveis e diminuirá o...
29 Maio 2003
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Uma forma de aumentar a eficiência da inseminação artificial é a utilização de um número menor de espermatozóides por dose já que esta acção aumentará o número de doses disponíveis e diminuirá os custos variáveis associados à produção de sémen.

Actualmente a maioria das doses contêm entre 2 a 4 mil milhões de espermatozóides viáveis, em teoria esta concentração poderia ser reduzida para metade utilizando doses com 1 a 2 mil milhões de espermatozóides. O factor que obriga a que as doses utilizadas na actualidade contenham um maior número de espermatozóides deriva do facto de a deposição do sémen ser realizada a nível do colo do útero (I.A.), um órgão muscular com criptas profundas nas quais ficam retidos um grande número de espermatozóides. Recentemente foram desenhados vários cateteres para a I.A. que permitem a deposição do sémen no útero, inseminação transcervical ( I.A.T.), de forma que é possível diminuir o número de espermatozóides por dose, já que não ficam retidos pelas criptas do colo do útero.


No quadro seguinte apresentam-se os resultados obtidos em alguns estudos realizados com inseminação transcervical.

Tratamento
Esperma/Dose (x109)
Volume (ml)
Doses/Porca
Nº porcas
Índice de partos (%)
Nº nascidos vivos
Watson et al., 2001
I.A.
3,0
80
2
> 500
91,1
10,9
I.A.T.
3,0
80
2
> 500
90,5
11,0
I.A.
2,0
80
2
> 500
91,8
10,9
I.A.T.
2,0
80
2
> 500
92,5
10,8
I.A.
1,0
80
2
> 500
65,8
9,0
I.A.T.
1,0
80
2
> 500
86,9
10,9
Gall, 2002
I.A.
3,0
75
> 2
141
86,2
9,9
I.A.T.
0,6
30+18
> 2
145
85,1
10,1

A I.A.T. permite reduzir o número de espermatozóides sem afectar de forma negativa o tamanho da ninhada e o índice de partos, tal como podemos observar nos resultados do estudo realizado por Gall, onde o número de espermatozóides foi reduzido quase em 80%. No entanto, é importante também ter em conta o volume de sémen a utilizar já que se sabe que o volume de sémen depositado durante a cobrição é crítico para a eficácia do transporte do sémen até ao oviduto. Deste modo, mesmo nos casos em que se reduza o número de espermatozóides por dose é necessário inseminar com o mesmo volume de líquido para obter uma fertilidade óptima. Esta é a razão pela qual, no estudo realizado por Gall (2002), antes da inseminação com a dose de sémen com uma baixa concentração de espermatozóides, foi também introduzido na porca 30 ml de diluidor de sémen.

http://mark.asci.ncsu.edu/NCPorkConf/2003/flowers.htm

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