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Classificação das explorações relativamente a PRRSV

Este artigo propõe um sistema para classificar as explorações relativamente ao PRRSv, baseando-se em definições que reflectem a biologia e a ecologia do vírus.

6ª feira 23 Outubro 2015 (há 3 anos 9 meses 26 dias)
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Artigo

Terminology for classifying swine herds by porcine reproductive and respiratory syndrome virus status. DJ Holtkamp, DD Polson, M Torremorell, and committee members B Morrison, DM Classen, L Becton, S Henry, MT Rodibaugh, RR Rowland, H Snelson, B Straw, P Yeske, J Zimmerman. Journal of Swine Health and Production, Volume 19, Number 1, 2011

 

Resumo do artigo

O que se estuda?

Este artigo propõe um sistema para classificar as explorações relativamente ao PRRSv, baseando-se em definições que reflectem a biologia e a ecologia do vírus.

Acordar uma série de definições e classificações de explorações pode facilitar os esforços regionais e nacionais para eliminar o PRRSv. Além disso, a existência de uma nomenclatura standartizada pode facilitar a comunicação entre investigadores, veterinários, produtores, empresas de genética e outros membros da indústria.

 

Como se estuda?

Este sistema de classificação de explorações foi desenvolvido por um comité de definições formado conjuntamente pela Associação Americana de Veterinários de Suínos (AASV) e um projecto sobre PRRS do departamento agrícola dos E.U.A. Foi aprovado pela junta directiva do AASV a 9 de Março de 2010. O comité incluía veterinários privados e da indústria, investigadores e representantes da AASV e do National Pork Board.

 

Quais os resultados?

As explorações reprodutoras, com ou sem engorda nas instalações, foram categorizadas como Positiva Instável (Categoria I), Positiva Estável (Categoria II), Negativa Provisória (Categoria III) ou Negativa (Categoria IV), segundo a excreção e exposição. As explorações de engorda foram divididas em Positivas ou Negativas.

 

Categoria da exploração Excreção Exposição
Positiva Instável (I) Positiva Positiva
Positiva Estável (II-A) Incerta Positiva
Positiva Estável (II-B)
(em processo de eliminação)
Incerta – em processo de eliminação Positiva
Negativa Provisória (III) Negativa Positiva
Negativa (IV) Negativa Negativa

Figura 1. Classificação de explorações reprodutoras segundo a excreção e a exposição relativamente a PRRSv.

 

Que conclusões se extraem deste trabalho?

A standartização da nomenclatura vai facilitar os acordos comerciais, especialmente os produzidos entre empresas de genética e de produção e os acordos entre produtores que oferecem prémios por leitões procedentes de explorações com um status de PRRSv determinado. Os investigadores que escrevem propostas e artigos e fazem apresentações poupariam tempo, que agora dedicam às definições relacionadas com PRRSv. As definições standartizadas facilitariam a comparação entre investigações de campo ao esclarecer as condições sob as que o ensaio é conduzido.

Além disso, os dados de campo parecem apoiar a ideia de que as explorações classificadas como Positiva Estável (II) têm um melhor rendimento reprodutivo e de engorda que as Positiva Instável (I). Ser Positiva Estável (II) é o objectivo das explorações de reprodutoras que estão a controlar o vírus. No contexto de um programa nacional de eliminação, a sub-divisão da categoria II em II-A e II-B é importante para detectar as possíveis diferenças no risco de excreção, presente ou futuro, pelos animais dessas explorações.

 

Enric MarcoA visão a partir do campo por Enric Marco

Entre técnicos, quando nos referimos a explorações positivas ao vírus PRRS, é comum falar de explorações estáveis ou instáveis. Geralmente esta terminologia é usada para descrever aquilo que temos na exploração, ou seja, quando numa exploração são observados sinais clínicos, sejam reprodutivos ou respiratórios em animais em fase de crescimento, fala-se de exploração instável a PRRS, quando esta sintomatologia não é observada fala-se de exploração estável a PRRS. Em alguns casos, esta classificação baseia-se em algumas análises, geralmente testes serológicos realizados em reprodutores, que detectam anticorpos (ELISA). Poucas vezes é analisado, ao detalhe, em que é se baseia tal classificação. No presente artigo são apresentados quais é que devem ser os critérios: populações sobre as quais são recolhidas as amostras, número de amostras, testes serológicos a realizar, repetições, etc. Esta standarização é a que pode permitir estabelecer uma única linguagem quando nos referimos a esta infecção e se converte num elemento essencial no caso de definição de planos de controlo regionais.

Em zonas de alta densidade, a luta frente ao PRRS não pode ser concebida de modo isolado. Não é a primeira vez que nos referimos a isto. As explorações vizinhas influem com o êxito ou o fracasso das medidas aplicadas numa exploração concreta. Como em outras infecções de transmissão aerógena, as medidas devem ser aplicadas conjuntamente em todas as explorações de uma zona: daí os planos de controlo regionais. Quando se iniciam acções conjuntas é essencial estabelecer critérios de consenso para medir a sua evolução, de tal modo que nos permita celebrar os êxitos ou estabelecer medidas correctivas no caso de não se obterem os resultados esperados. Se tomamos como exemplo os planos de controlo e erradicação da Doença de Aujeszky, a evolução do plano era medido com base nas prevalências. Neste caso, e posto que como primeiro objectivo está o controlo da doença, o facto de medir prevalências fornece pouca informação, daí a importância de estabelecer uma classificação standartizada das explorações e poder seguir a sua evolução.

Para qualquer plano regional de controlo de PRRS, como primeiro passo, há que conseguir que todas as explorações da zona (ou a maioria delas) sejan positivas estáveis (ou seja, que tenham contactado com o vírus mas não o estejam a excretar) isso seria um grande avanço, já que nesse pressuposto se estaria a reduzir o risco de sofrer uma nova infecção, ao mesmo tempo que a maioria das explorações estariam a produzir sem sofrer o impacto económico que trazem os sinais clínicos. Isto já é motivo suficiente para justificar a aplicação de qualquer plano de acção conjunto.

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