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Avaliação de diferentes amostras para detectar os principais agentes patogénicos respiratórios suínos

Como a detecção de todos estes agentes patogénicos é, certas vezes, problemática, pretendemos avaliar se não havia algum tipo de diferença na detecção destes microorganismos entre dois tipos de amostras: lavado broncoalveolar e raspagem bronquial.

3ª feira 7 Fevereiro 2017 (há 2 anos 10 meses 3 dias)
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Introdução

O complexo respiratório suíno é uma doença multifactorial que provoca aumento das taxas de morbilidade e mortalidade causando importantes perdas económicas. Alguns agentes patogénicos como PRRSV, PCV2, SIV, Mycoplasma hyopneumoniae (MHYP) ou Actinobacillus pleruopneumoniae (APP) são considerados como agentes primários mas outros microorganismos como Haemophilus parasuis (HPS), Streptococcus suis (SSUI) ou Mycoplasma hyorhinis (MHYR) também têm sido descritos ainda que com um papel mais secundário. Como a detecção de todos estes agentes patogénicos é, certas vezes, problemática, pretendemos avaliar se não havia algum tipo de diferença na detecção destes microorganismos entre dois tipos de amostras: lavado broncoalveolar e raspagem bronquial.

Material e métodos

Um grupo de 63 animais pertencentes a 3 explorações diferentes foram seleccionados para este estudo. Esta selecção incluía animais de todas as principais etapas de produção: leitões, recém-desmamados, engorda e reprodutoras. Foram recolhidos lavados e raspagens de todos os animais para posteriormente extrair os seus ácidos núcleicos (RNA+DNA). Cada um dos parâmetros descritos na introdução foram analisados através de ensaios qPCR desenhados e validados em Exopol. Para observar diferenças estatisticamente significativas entre ambos os tipos de amostras para a detecção de cada um dos microorganismos foi realizado o teste Fisher dos números exactos.

Resultados

Todos os agentes patogénicos foram detectados em ambos os tipos de amostras (lavados vs raspagens). PRRSV (31,1% vs 30,7%), PCV2 (3,9% vs 4%), SIV (2,6% vs 5,3%), MHYP (26% vs 29,6%), HPS (44,2% vs 46,7%), APP (16,9% vs 22,7%), SSUI (50% vs 87,84%) e MHYR (62,3% vs 77,3%). A detecção através de raspagem bronquial foi significativamente melhor para M. hyorhinis (p<0,05) e para S. suis (p<0,01).

Discussão e conclusão

Muitos veterinários de campo consideram que a raspagem é mais fácil e rápida de recolher que o lavado. Além disso, tem a vantagem de não introduzir nem deixar restos de soro salino a nível bronquial. Por outro lado, devido à própria trajectória da sonda durante a sua introdução no animal, não se pode assegurar que os microorganismos detectados na raspagem tenham origem, unicamente, nas vias respiratórias baixas. Esta limitação complica a interpretação na comparação dos dados obtidos. Por isso, e baseados na análise dos resultados, consideramos que ambos os tipos de amostra são igualmente eficazes para a detecção dos agentes primários do complexo respiratório suíno a modo de controlo de exploração.

Arnal J.L., Benito A.A., Bello A., Chacón G., Serrano J.D., Fernández A., Sanz C., Baselga R. Assessment of different samples to detect main swine respiratory pathogens. 4th Congress of European association of Veterinary Laboratory Diagnosticians (EAVLD). November 2016.

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