O Norte da Europa baixa e o Sul aguenta-se sem mexer na cotação

No que diz respeito às cotações, Portugal manteve a sua cotação na Bolsa do Porco.

28 de Julho de 2017

Após as fortes descidas do Norte da Europa, impulsionadas pelas descidas na Alemanha (-11 cêntimos em 2 semanas), o mercado voltou a estabilizar-se. Os alemães voltaram a manter as cotações, tendo influenciado a Dinamarca, a Holanda e a Bélgica.

Nesta quinzena, a alheios ao que se passava no Cento-Norte da Europa, os países do Sul ias fazendo pela vida e aproveitando o grande afluxo de turistas aos seus países. Este aumento de consumidores implica um aumento de consumo e, por isso, não houve necessidade de baixar as cotações.

As vendas de carne, no Sul, estão num bom nível e esse facto permite alguma estabilidade e estabilização no mercado.

Por outro lado, e no que se refere ao mercado da carne, há a destacar a redução das exportações da U.E. para Países Terceiros nos primeiros 4 meses do ano. Com a China à cabeça dessas mesmas reduções (-16,9% e -100 mil toneladas entre Janeiro e Abril de 2017 comparado com o mesmo período de 2016), a U.E. exportou -2,8% (-36 mil toneladas) de carne de porco entre Janeiro e Abril de 2017, quando comprado com igual período do ano transacto.

Em todo o caso, espera-se que a partir de Setembro as exportações para a China voltem a retomar o caminho que já tiveram, isto porque a carne de porco europeia, por agora, tem um preço demasiado elevado quando comprado com os preços dos estados Unidos, Canadá e do próprio mercado interno chinês e em Setembro os preços deverão tornar-se mais competitivos.

Nestes últimos meses, os chineses têm aumentado as suas compras de carne ao Canadá mas, mais recentemente, foi detectada ractopamina nalguns lotes de carne de porco com origem no Canadá e os chineses voltaram a reduzir as compras naquele país.

Apesar desta redução nas exportações, a oferta europeia de porcos para abate também é menor que a que existia o ano passado, nesta mesma altura, por isso o mercado encontra-se relativamente equilibrado e os pesos, que baixaram fortemente durante algumas semanas, estão agora estabilizados. Sinal evidente de que existe um equilíbrio entre a oferta e a procura.

Teremos que aguardar, serenamente, o desenrolar dos acontecimentos mas as perspectivas para o mercado europeu continuam a ser boas e as perspectivas de exportação para Países Terceitos também são boas daqui até final do ano.

No que diz respeito às cotações, Portugal manteve a sua cotação na Bolsa do Porco.

Em Espanha a cotação também se manteve em 1,435€/kg PV (1,913€/kg carcaça).

Na Alemanha a cotação desceu 0,06€/kg carcaça, fixando-se em 1,70€/kg carcaça. Apesar da descida total ter sido 11 cêntimos, no cômputo do mês, houve matadouros que baixaram 13 cêntimos o seu preço de referência, sendo Os pesos baixaram 400g indo para os 95,4kg.

Na Holanda a cotação baixou 0,13€/kg carcaça, fixando-se em 1,69€/kg carcaça e na Bélgica voltou a baixar 0,05€/kg PV para 1,20€/kg PV.

A Dinamarca baixou mais 0,04€/kg sendo a sua cotação 1,48€/kg carcaça.

A França baixou a sua cotação 0,014€/kg carcaça fixando-se a cotação em 1,477€/kg carcaça. Os pesos subiram 200g para os 93,7 principalmente devido ao impacto que o feriado de 14 de Julho teve na redução dos abates.

Após as fortes descidas de meados do mês, os mercados do Norte da Europa começaram a estabilizar e a manter as cotações. Vamos ver o que nos trará o mês de Agosto, que costuma ser um mês bastante volátil no que se refere às cotações do porco, principalmente a partir do dia 15 de Agosto.

Comentário do mercado do suíno

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