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Subidas na cotação é sinal de que o mercado europeu do porco está confiante

Em Portugal a cotação subiu 0,02€/kg carcaça nesta quinzena na Bolsa do Porco, e agora só haverá definição de nova cotação no dia 22 de Agosto

matadouro
matadouro

16 de Agosto de 2019

O início do mês de Agosto foi marcado pela forte subida da cotação alemã (+11 cêntimos) depois de ter descido 9 cêntimos na segunda metade do mês de Julho. Esta subida na Alemanha foi um tónico para os restantes mercados do porco na Europa, principalmente os do Norte, tendo havido subidas significativas na Bélgica e Holanda, sendo mais contida na Dinamarca e permitindo ligeiríssimas subidas no Sul, apesar de haver o ferido de 15 de Agosto na grande maioria dos países, retirando um dia aos abates.

Esta subida na cotação alemã tem que ver com um aumento do consumo interno de carne de porco e com uma menor oferta de porcos para abate devido à redução de efectivo e ao forte calor que não tem permitido que os porcos cresçam. Por outro lado, e segundo indicam os espanhóis, a China voltou em força às compras de carne de porco no mercado europeu e, seguramente, que este facto também terá um efeito positivo no mercado alemão.

No que diz respeito à exportação de carne fresca e congelada para a China, os dados da dinamarquesa If, indicam que nos exportadores da U.E., a Espanha ultrapassou a Alemanha como maior exportador de carne de porco para aquele país asiático. No 1º semestre de 2019 a Espanha exportou 158500 tons (+28,8% que em 2018), enquanto que a Alemanha exportou 137600 tons (+8,8% que em igual período de 2018). Nestes dados aparece Portugal, com um volume de exportação de 998 tons. O terceiro maior exportador de carne de porco para a China é o Canada com 130300 ton (+51,3%) seguido pelo Brasil com 79600 tons (+17,4%) e pelos EUA com 67600 tons (+3,3%). No total do 1º semestre de 2019, as exportações totais de carne de porco fresca e congelada para a China, foram de 818703 tons, +26,3% que no mesmo período de 2018.

Aos volumes de carne referidos acima, há que acrescentar os volumes de co-produtos que foram de 78500 tons da Alemanha, 60500 tons de Espanha, 74000 tons do Canadá, 70000 dos EUA e 69000 da Dinamarca, apenas para referir os cinco maiores.

Em Portugal a cotação subiu 0,02€/kg carcaça nesta quinzena na Bolsa do Porco, e agora só haverá definição de nova cotação no dia 22 de Agosto (a anterior cotação foi definida para 2 semanas, tal como aconteceu com a cotação de Lérida). O mercado está fluido e estável e os porcos estão mais leves.

Em Espanha a cotação subiu 0,009€/kg PV (0,012€/kg carcaça) nesta quinzena passando para 1,465€/kg (1,953€/kg carcaça). Os pesos voltaram a baixar quase 1 kg nesta quinzena e estão idênticos aos pesos do ano passado.

Na Alemanha, a cotação subiu 0,11€/kg carcaça passando para 1,85€/kg carcaça. Os pesos continuam a baixar, estando próximos dos 95kg e a oferta não é suficiente para fazer face à procura de carne, quer interna quer de exportação.

Na Holanda a cotação subiu 0,05€/kg carcaça passando para 1,83€/kg carcaça. A subida da Alemanha influenciou positivamente o mercado holandês.

Na Bélgica a cotação também subiu, sendo a subida de 0,06€/kg PV para 1,24€/kg PV.

A Dinamarca apenas subiu 0,03€/kg carcaça passando a cotação para 1,53€/kg. Os dinamarqueses referem que o mercado europeu está marcado pela oferta curta de porcos e que estes, devido ao calor, estão leves. Por outro lado, as exportações de carne começam a aumentar gradualmente trazendo um clima bastante positivo para o mercado europeu do porco.

Em França a cotação subiu 0,008€/kg carcaça ficando em 1,583/kg carcaça. Os pesos mantiveram-se nos 93,38kg e estão 400g acima do peso da mesma semana de 2018. Após as fortes subidas dos seus vizinhos europeus, os franceses estão decepcionados já que o seu MPB não acompanhou estas subidas para mais quando as exportações para a China também têm aumentado (subiram 40,5% para as 35000 tons no 1º semestre de 2019).

Agosto vai a meio e o comportamento do mercado está bom e recomenda-se. Algumas previsões dão conta de que o Setembro poderá ser um mês atípico, pela positiva. Veremos qual o comportamento do mercado no que resta de Agosto com vista a entrar com o “pé direito” em Setembro.

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