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Uso de bagaço de colza e DDGS nas dietas para porcos em crescimento-acabamento

Os porcos podem ser alimentados com dietas que incluam até 240 g/kg de bagaço de colza, junto com 150 g/kg de DDGS de trigo sem afectar os rendimentos produtivos e a qualidade da carcaça.

5ª feira 12 Junho 2014 (há 4 anos 6 meses 6 dias)
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O bagaço de colza (HC) e os sub-produtos de destilaria do trigo solúveis (DDGS) são produtos que possuem características nutricionais como um alto conteúdo em proteína e em fibra. As percentagens de inclusão de bagaço de colza na dieta de porcos foram fixadas em níveis prudentes que não comprometeram o crescimento. No entanto, maiores inclusões são possíveis se nos baseamos na EN no lugar de ED na formulação. O objectivo deste estudo foi avaliar os efeitos do aumento da inclusão na dieta de crescimento-engorda da HC com um conteúdo relativamente alto (150 g/kg) de grãos secos de destilaria de trigo e milho co-fermentados (70:30) com solúveis (DDGS) sobre a digestibilidade de nutrientes, rendimentos produtivos e rendimento da carcaça de machos castrados e fêmeas num estudo à escala comercial. Em total, 550 machos castrados e 550 fêmeas [29,9 ± 0,2 kg PV] alojados em 50 currais por sexo, 22 porcos por curral, foram alimentados com uma das 5 dietas (10 currais por tratamento) segundo as 5 fases de crescimento (Crescimento 1: 0-21 dias, Crescimento 2: 22-43 dias, Crescimento 3: 44-64 dias, Acabamento 1: 65-79 dias e Acabamento 2: dos 80 dias ao peso de abate). A HC substituiu (0, 60, 120, 180 ou 240 g/kg) a cevada, bagaço de soja e as ervilhas em dietas formuladas segundo a EN (EN; 9,7, 9,7, 9,6, 9,4 e 9,4 MJ/kg) no conteúdo de lisina ileal digestível estandarizada (SID) (10,9, 9,9, 7,6, 6,7 e 6,2 g/kg).

Tendo em conta as 5 fases de crescimento, a proteína bruta da dieta (PB), fibra bruta, fibra ácido detergente e fibra neutro detergente aumentaram 13,7, 3,4, 8,2 e 5,8 g/kg, respectivamente, por cada 60 g/kg de aumento da inclusão de HC. O aumento da inclusão na dieta de HC de 60 g/kg diminuiu (P>0,05) o coeficiente de digestibilidade total aparente (CDTA) de energia bruta, PB, matéria seca, matéria orgânica e cinzas em 0,01, 0,004, 0,02, 0,01 e 0,04, respectivamente. Durante todo o ensaio (dia 0 ao 90), o aumento da inclusão na dieta de HC em 60 g/kg reduziu linearmente (P<0.05) o consumo de alimento (CMD) em 19 g/d e aumento de peso (GMD) em 7,4 g/d. O aumento da inclusão de HC resultou numa reposta quadrática no IC (P<0,05). Os porcos alimentados com 240 g/kg de peso alcançaram o peso ao abate (120 kg) 3 dias depois de os porcos alimentados com 60 g/kg HC (P<0,05). O aumento da inclusão de HC na dieta, incluindo 150 g/kg de DDGS não afectou o peso da carcaça ou características da carne.

Em conclusão, o aumento da inclusão na dieta de HC para porcos de engorda, incluindo 150 g/kg de DDGS, apresentou um efeito mínimo sobre os rendimentos produtivos e não afectou as características da carcaças. Há que ter em conta que as dietas foram formuladas com base em EN e AA digestíveis.

Smit, M.N., Seneviratne, R.W., Young, M.G., Lanz, G., Zijlstra, R.T. and Beltranena E. 2014. Feeding increasing inclusions of canola meal with distillers dried grains and solubles to growing-finishing barrows and gilts. Animal Feed Science and Technology. 189; 107–116. http://dx.doi.org/10.1016/j.anifeedsci.2013.12.012.

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