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Avaliação da produção e comercialização de porcos machos inteiros

Foi determinada a semelhança da ordem de classificação entre a percepção do odor por parte do consumidor e as pontuações do nariz humano e os níveis de escatol e androstenona.

Domingo 3 Setembro 2017 (há 19 dias)

Neste trabalho são apresentados os resultados de um estudo cujo objectivo foi : 1) a avaliação sensorial da carne de porco procedente de machos inteiros; 2) as medidas preventivas para reduzir a prevalência do odor sexual; 3) a precisão na detecção do odor sexual e 4) a relação entre o maneio da exploração e os níveis de agressividade, presença de coxeiras e lesões na pele dos varrascos.

Foi determinada a semelhança da ordem de classificação entre a percepção do odor por parte do consumidor e as pontuações do nariz humano e os níveis de escatol e androstenona, respectivamente. Os consumidores avaliaram a carne que passou no teste de detecção de odor sexual comparadas com a carne de nulíparas. As amostras de carne que não passaram este teste foram avaliadas como menos favoráveis.

Classificar os varrascos para IA com valores genéticos baixos para o odor sexual resultou numa redução na prevalência de odor sexual de 40%. O nível de escatol foi menor nos varrascos alimentados com comedouros grandes que nos que utilizavam um comedouro único. O uso de poucos comedouros, a alimentação restringida, um baixo nível de aminoácidos na dieta, um fornecimento insuficiente de água do sistema de bebedouros, presença de doenças, um clima subóptimo e receio dos seres humanos foram associados com maior nível de comportamento sexual e agressivo e mais lesões na pele enquanto que o alojamento dos animais em currais limpos, com paredes parcialmente abertas, maior abertura nos slats, uso de comedouros grandes e alimentação húmida com sub-produtos foram associados a um menor comportamento sexual e agressivo e menos lesões cutâneas. Ter mais de 30 animais por curral asociou-se a uma maior probabilidade de níveis elevados de prevalência de odor sexual. As boas condições higiénicas foram associadas a níveis de prevalência de odor sexual inferiores. Por outro lado, ao avaliar a simelhança na ordem de classificação entre a percepção do consumidor e três parâmetros seleccionados de detecção de odor sexual deu como resultado valores mais altos da W de Kendall para as pontuações do nariz humano.

Em conclusão, a carne de porco com odor sexual foi qualificada como menos agradável pelos consumidores em comparação com a carne de porcas nulíparas ou sem odor sexual, o que indica a necessidade da sua detecção na linha de abate. O uso de varrascos com valores genéticos baixos para odor sexual mostrou-se como uma medida preventiva eficaz para reduzir o odor sexual da carne. As explorações com um maneio, alimentação e condições de alojamento adequados vêem reduzidos os níveis de comportamento agressivo. As pontuações do nariz humano foram o melhor previsor da percepção do consumidor, em comparação com os níveis de escatol e de androstenona.

G.B.C. Backus, E. van den Broek, B. van der Fels, L. Heres, V.M. Immink, E.F. Knol, M. Kornelis, P.K. Mathur, C. van der Peet-Schwering, J.W. van Riel, H.M Snoek, A. de Smet. Evaluation of producing and marketing entire male pigs. NJAS - Wageningen Journal of Life Sciences. Volume 76, March 2016, Pages 29–41. https://doi.org/10.1016/j.njas.2015.11.002

Comentários ao artigo

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CaresiaVeterinário06-Set-2017 (há 16 dias)

Espero que futuramente se consiga abater animal inteiro, precisamos desse melhor rendimento de carcaça, conversao e gpd

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