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Situação económica do suino, uma lição de resistência (1/2) 21/10/2009
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Introdução
O objetivo fundamental deste serviço é evidenciar e quantificar
os principais pontos fracos das explorações dos clientes, para que
os seus próprios técnicos e directores proponham e executem soluções
que se considerem as mais adequadas para a correcção ou diminuição
desses pontos fracos.
É muito gratificante observar que pouco a pouco a maior parte destas explorações
vão corrigindo, na medida do possível, as suas principais debilidades,
afinando cada vez mais o seu nível de eficácia produtiva; no entanto
esta constante e tenaz capacidade de melhoria não foi suficiente para enfrentar
a gravidade da situação provocada pela especulação
nas matérias-primas, junto com um elevado nivel de oferta de suino, o que
gerou uma importante descapitalização do sector.
A capacidade de resistência demonstrada pelo sector suino espanhol nos últimos
3 anos é admirável, nada faria supor que este sector podia superar
uma série de situações adversas de tal magnitude e durante
tanto tempo. Actualmente, após tanto tempo, chegou-se a um ponto em que
a capacidade financeira se encontra muito esgotada, a situação é
muito delicada, realmente convém recuperar perdas nestas semanas de Verão,
e sobretudo é fundamental que o custo de produção se mantenha
a um nivel correcto. A maioria dos produtores não estão em condições
de superar outro episódio de especulação, e por outro lado
seria muito importante que em breve se confirmasse uma certa redução
da oferta, de tal forma que se suavizasse ao máximo a queda estacional
do preço no Outono.
No presente trabalho propomo-nos a avaliar a situação económica
actual, analisando a evolução desde Janeiro de 2006 dos custos de
producção e dos preços de venda em vivo do porco.
As fontes de informação que se utilizarão são, por
uma parte a base de dados SIP (informação real sobre produção,
gastos e venda), por outro lado a bolsa espanhola de referência no porco
(Merco-Lleida).
O trabalho desenvolvido é estruturado nos seguintes apartados:
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1.- Evolução
do preço da ração.
2.- Evolução do preço de Merco-Lleida.
3.- Efeito do preço da ração sobre o custo.
4.- Repercussão económica sobre a margem.
5.- Principais conclusões. |
1.- Evolução do preço da ração
Evolução dos preços das rações das fases de
reproduras e engorda durante o periodo de Janeiro de 2006 a Maio de 2009.

Os principais pontos a destacar do gráfico anterior são:
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1.
A queda de preços iniciada a partir do Outono de 2008 está
a estabilizar-se por volta dos 0,200 e 0,220 €/Kg. Este nível
supera 10% os níveis habituais de 2006. A principal causa é
o elevado preço que em que se manteve a soja em relação
ao resto das matérias-primas durante este periodo.
2. No mês de Maio 2009 apreciamos uma ligeira subida
no preço da ração de engorda, como consequência
de um ajuste no preço dos cereais no início da colheita. Esta
situação parece ter normalizado nos finais de Junho. Tal como
foi comentado, o sector não se encontra em condições
para superar outro periodo de especulação. |
2.- Evolução do preço de Merco-Lérida
De seguida é apresentada a evolução anual a nivel semanal
do preço de venda, desde o início do ano de 2006 até Junho
de 2009 e também o preço de venda médio do último
quinquénio (2004-2008):

À parte de constactar a grande estacionalidade desta variável, os
bons preços dos anos 2006 e 2008 e o baixo preço de 2007, deve ser
centrada a atenção no comportamento de 2009, onde são destacados
os seguintes pontos:
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1. Começamos
2009 com um preço baixo (1,032), considerando o elevado custo que
tenhamos até aí (1,100). O preço continuou a baixar
durante as primeiras semanas do ano até chegar a 0,955 €/Kg.
Esta situação pressupôs um duro golpe económico
e moral para o produtor, que provocou a decisão de reduzir produção
a nivel de abater leitões e eliminar algumas explorações
ineficientes de porcas. Esperemos que estas decisões contribuam para
suavizar a queda de preços de Outono.
2. Em Fevereiro o preço foi recuperado, chegando
a meio de Março a um preço estável de 1,127 €/Kg,
superando as reduções de abatidos da Semana Santa. Esta situação
gera uma certa confiança no produtor há a esperança
da tradicional subida de Verão.
3. Em finais de Abril aparece uma notícia infeliz
nos meios de comunicação, o que provoca uma queda de preço,
precisamente no momento em que tradicionalmente se inicia a subida estival.
Esta situação provocou o atraso de umas semanas dos preços
altos, que até finais de Junho não apareceram. |
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Fonte: SIP Consultors · Situación económica 06-09 |
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