|
Maneio da reposição 27/10/2007
|
|
| |
O
uso de progestagéneos sintéticos permite adiantar a idade da primeira
cobrição. À partida, são reduzidos os dias não
produtivos, mas tratando-se de animais em crescimento, há que ser-se muito
cuidadoso para que não tenham uma condição corporal pobre
após a lactação, o que se repercutirá num alargamento
do intervalo desmame-cio.
Recentemente alguns sistemas recomendam o contrário: um consultor porcino
(Close, 2003) recomendava não fazer a cobrição até
aos 130-140 kg e 220-230 dias de idade, após o segundo ou terceiro estro.
O modelo dinamarquês não faz a cobrição até
os 160 kg ou nove meses (270 dias) (Stoneman, 2005).
Estudos de campo indicam que as nulíparas cobertas com mais idade têm
mais possibilidades de ser eliminadas por infertilidade. As porcas com uma puberdade
mais tardia tendem a expressar o cio e a ovulação mais tarde e as
que mostram um cio débil na puberdade tendem a ter cios mais débeis/curtos
após a lactação (Sterning, et al, 1998).
O ponto médio podería estar em permitir às nulíparas
alcançar a puberdade de forma natural e seleccionar as fêmeas que
manifestem um cio mais evidente.
Tendo em conta que 40-50 % das porcas são eliminadas antes de 3-4 partos,
para obter uma média de 4 partos por porca, alguns animais devem alcançar
os 7-8 partos. Se queremos potenciar a longevidade, assim como o número
de leitões produzidos, talvez o atrasar um pouco o começo seja uma
boa forma de começar.
A melhor defesa contra estas eliminações é a selecção
pelos aprumos e úberes, assim como uma cuidadosa monitorização
durante a lactação (mastites, dano nos úberes). |
|
| |
|
|
| |
|
|
| |
Fonte: D Wey. Managing reproduction - fact and folklore. 2007. London Swine Conference: 185-193 |
|
|