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Situação económica do suino, uma lição de resistência (2/2) 10/01/2010
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3.- Efeito do preço da ração sobre o custo
Para obter o custo de produção que é apresentado de seguida,
foi considerado o preço da ração como o único factor
variável (o resto dos factores de custo mantém-se constantes) e
toda a ração consumida pelo porco de 100 Kg foi ao preço
do mês em questão (na realidade o animal abatido consumiu uns 6 meses,
ou uns 10 se consideramos a ração da mãe).

Do nosso ponto de vista, os principais pontos a comentar do gráfico anterior
são:
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1.
Uma vez superada a grave situação do Verão de 2008
(custo superior a 1,20 €/Kg), a situação tende a normalizar-se,
de forma que começamos o ano 2009 com um custo à volta de
1,05 €/Kg.
2. Nestes momentos temos a nossa previsão de custo
para 2009 entre 1,02 e 1,06 €/Kg. O único risco é que
com a experiência do ano passado os produtores practicamente não
fecharam compras com mercados de futuros, o que nos faz mais vulneráveis
a possíveis novos episódios de especulação;
esperemos que não se produzam. |
4.- Repercussão económica sobre a margem
No primero gráfico apresentamos a evolução do preço
de venda e do custo no periodo analizado e no segundo gráfico podemos apreciar
a margem unitária no mesmo periodo, que é a diferença entre
o custo e a venda:


Para chegar à margem real sentida pelo produtor, deve ser tido conta que
no ano 2006 o produtor obteve uma penalização de 0,038 €/Kg
em relação ao preço de referência de Merco-Lleida,
em 2007 a penalização foi de 0,042 €/Kg e em 2008 de 0,046
€/Kg (aplicado também ao periodo de Janeiro a Maio de 2009). Considerando
as penalizações, a margem real sentida pelo produtor é apresentada
de seguida:
Do gráfico anterior depreende-se que desde Outubro de 2006 até Maio
de 2009 (32 meses), o nosso sector acumulou uma perda média por porco de
100 Kg de 8,5 €. Considerando uma venda homogénea ainda que, na realidade,
vendam mais porcos nos momentos de preços baixos, esta situação
significa:
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1.
Uma perda acumulada por porca neste periodo de 469 €.
2. Uma perda do sector suino espanhol de 1.187 milhões
de € (1,22 milhões diários). Segundo o censo de porcas
do mês de Dezembro de 2008 que o MARM publicou . |
5.- Conclusões
Nos 4 pontos anteriores foi avaliada de forma objetiva a complexa situação
económica que o sector porcino sofreu desde o ano 2006, embora, para o
profissional que ainda acredita no negócio da producção porcina,
esta informação, só lhe serve para avaliar a sua posição
em relação à situação geral, já que
o realmente importante é, a partir da sua particular situação,
planificar a estratégia de futuro da sua empresa.
Da nossa perspectiva, os principais pontos a destacar da situação
actual são:
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1.
Elevado endividamento a nível geral. É extremadamente dificil
conseguir financiamento externo e quando se consegue é com interesses
muito altos, o que deve ser muito bem analizado num sector como o nosso.
2. O crescimento a nível de mães que vinha
a ser produzido de forma sustentável no nosso país foi drasticamente
limitado .
3. A necessidade de circulante para superar a situação
actual provoca a redução de algumas explorações,
uma prova disso é a aparição em algumas zonas concretas
com lugares de engorda vazios.
4. No Verão obtêem-se preços correctos,
mas a queda de Outono é inevitável, esperemos que as medidas
de redução que foram iniciadas sejam suficientes para amortizar
esta queda.
5. A crise geral afecta o consumo, sobretudo de peças
nobres, o que gera muitos problemas na indústria das carnes. |
A partir desta situação e de modo a planificar uma estratégia
de futuro, os pontos destacados são:
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1.
Apesar das graves dificuldades não podemos ficar desmoralizados,
deve-se continuar a lutar com a máxima intensidade para melhorar
competitividade. Os produtores que desfaleçam agora sairão
no pior momento, com elevados endividamentos.
2. A solução para algumas empresas, com volume
suficiente, pode passar por reduzir as explorações menos eficientes.
3. A eficiência a nível individual tem um
limite insuficiente para superar a gravidade da situação vivida,
portanto o sector necessita fomentar e melhorar a sua estratégia
a nível colectivo, tanto na compra de matérias-primas ou serviços
como na comercialização.
4. Manter a calma e ser prudentes em algumas das decisões
que terão que ser tomadas nos próximos meses. É fundamental
planificar a estratégia com muita prudência, objetividade e
com a máxima determinação de futuro possível. |
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Fonte: SIP Consultors · Situación económica 06-09 |
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